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A Ética no Cuidar – Serviço de Apoio Domiciliário

A Ética no Cuidar – Serviço de Apoio Domiciliário

As pessoas idosas poderão experimentar algumas dificuldades físicas e psíquicas, poderão necessitar de ajuda pela falta de autonomia que vão sentido e pela dificuldade em ficar sós. Esta ajuda poderá ser facultada através de Casas de Repouso, da família, de amigos, de vizinhos e/ou de recursos da comunidade. Aqui a palavra CUIDAR assume toda a sua força e importância. A relevância máxima do CUIDAR DA PESSOA DEPENDENTE.

Com o aumento da longevidade, os idosos têm maior probabilidade de deterioração de alguns sistemas funcionais e estruturais do organismo, levando-os a situações de dependência física, psíquica e ou social. O termo “dependência”, na prática geriátrica, liga-se a “fragilidade” vista como uma vulnerabilidade que a pessoa apresenta face aos desafios próprios do contexto onde está inserida. É um estado no qual se encontram as pessoas que, por razões ligadas à falta ou perda de autonomia física, psíquica ou social, necessitam de assistência e ou ajuda de outra pessoa (Caldas, 2003).

A dependência não é um fenómeno novo, sempre existiram pessoas dependentes, contudo, atualmente, é um problema complexo com implicações sociais, económicas e políticas.

As rede de apoio na comunidade são fundamentais para dar respostas eficazes às necessidades dos idosos dependentes e às suas famílias. É importância o trabalho em parceria entre profissionais de saúde com os familiares que cuidam de idosos dependentes, privilegiando as ações de promoção e prevenção de saúde.

Aqui o Carinho, a Atenção, Sensibilidade, Respeito, Harmonia, Empatia e Compreensão passam a ser palavras de Ordem na Psicologia do Cuidar. Em suma: Fazer o que é certo e o bem para as pessoas que precisam do nosso cuidado.

Ser cuidador pode ser as duas coisas: uma obrigação E um ato de Amor. Eis algumas formas de comunicação positiva para com a pessoa idosa:

  • Conversar e aproximar-se
  • Adequar o tom de voz à sua capacidade auditiva
  • Escutar a pessoa idosa com disponibilidade e falar com voz suave e com calma
  • Valorizar a linguagem não-verbal
  • Olhar e usar assertividade
  • Adequar a linguagem à capacidade de compreensão da pessoa idosa
  • Sorrir, rir, tocar e cumprimentar
  • Tratar a pessoa pelo nome ou categoria profissional
  • Promover a sua privacidade
  • Satisfazer os seus gostos
  • Vestir a pessoa com o vestuário próprio
  • Comemorar o seu aniversário

 

Texto de: Dr.ª Paula Henriques Colaço – Psicóloga Clínica